“Seu jeito.
Suas manias.
Seus sorrisos.
“Hoje chorei, enquanto estava em minha sala de aula, com quase quarenta alunos com o olhar fixado em mim. O foco era apenas eu. Não gosto de chorar, nem um pouco. Abaixei a cabeça levemente, e pensei: “Pô, agora todos virão em minha direção perguntar se estou bem, e achar que eu necessito de falsas importâncias.”. Todos estão errados, e talvez eu esteja mais ainda. Estou sozinha, eu sei, tem uma multidão ao meu redor, mas por dentro estou vazia, sem ninguém. Eu gosto de me guardar, mas eu tenho a certeza de que, não é por isso que todos se afastam, pois foi exatamente este o motivo de eu estar trancada em um baú a sete chaves.
“A experiência é dádiva, eu não me envergonho de nenhuma lágrima, tudo que eu faço é viver e ficar adicionando páginas
“No palco,
na praça,
no circo,
num banco de jardim.
Correndo no escuro,
pichado no muro.
Você vai saber de mim.
“Cada sonho que você deixa para trás, é um futuro que deixa de existir.
“Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave, que pode virar colo. Alento tenso, que pode virar despedida. Abraço é confissão. Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. Abraço é para atravessar o nosso corpo.